Um rapaz de 26 anos, identificado como Tarcisio Barboza Vila Nova, morreu na madrugada desta quinta-feira (28) após uma colisão envolvendo a moto que pilotava e um Ford Ecosport, no Bairro Montevidéu, em Campo Grande. O acidente aconteceu no cruzamento da Avenida Ana Rosa Castilho Ocampo com a Rua Itaíba.
Conforme as informações iniciais, a Polícia Militar (PM) foi acionada às 4h36 e, quando chegou ao local, a vítima já estava morta. O Corpo de Bombeiros também foi chamado e constatou o óbito.
Após a colisão, a vítima caiu na calçada, enquanto a motocicleta parou rente ao meio-fio. Com o impacto, o capacete foi ejetado e ele sofreu um ferimento grave na cabeça, o que fez com que morresse antes mesmo do socorro chegar.
O motorista do Ecosport permaneceu no local da batida e foi o responsável por acionar o socorro. Em relato aos policiais, ele informou que estava a caminho do trabalho quando houve a colisão. Ele seguia pela avenida principal e a moto trafegava pela Rua Itaíba.
Ainda conforme a PM, o condutor do automóvel está com os documentos do veículo e a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) regulares, além de não apresentar sinais visíveis de embriaguez. Ele passará pelo teste do bafômetro, procedimento que é considerado de praxe em acidentes com vítima fatal.
Ao Campo Grande News, o motorista do Ecosport, Alcindadir Sembranel, de 58 anos, relatou que foi um susto muito grande e que tudo aconteceu muito rápido. “Eu nem vi que era moto, não vi mesmo. Achei que tinha atravessado um cachorro. Foi muito rápido, ele atravessou na minha frente e eu só vi o reflexo da luz do farol, aí veio a pancada na frente do carro”, disse.
Ele seguia pela Avenida Ana Rosa Castilho Ocampo a caminho do trabalho quando a colisão aconteceu. Após a batida, o motorista desceu do veículo sem entender o que havia atingido. Ao notar a motocicleta com as luzes piscando e a gravidade da situação, ele contou que ligou primeiro para o patrão para saber como agir, sendo orientado a acionar o socorro imediatamente.
“Eles pediam o nome da rua e eu não sabia. Aí passou um motoqueiro, chamei ele para me auxiliar. A atendente mandou entrar em um campo de localização [no celular], apareceu o nome da rua e passamos”, explicou Alcindadir.
Durante o atendimento telefônico, o motorista chegou a se aproximar da vítima para checar os sinais vitais, seguindo instruções da corporação. “Ela mandou ver a pulsação, mas infelizmente não tinha mais. Uma fatalidade. Eu nunca pensei que isso ia acontecer comigo, penso na família dele”, lamentou o condutor.
