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Brazil fans eye big screen, beg for Endrick, battle anxiety with cheap beer

Brazil fans eye big screen, beg for Endrick, battle anxiety with cheap beer

Na praça de alimentação lotada do Shopping Norte Sul, os torcedores disputavam lugar para manter os olhos no alto, com atenção total para um dos telões posicionados no meio do setor. A ansiedade era combatida com chopp a R$ 1,99, que circulava pelas mesas enquanto os “técnicos” refaziam a escalação da Seleção Brasileira e torciam pela entrada de Endrick.

Fora da praça de alimentação, o movimento era bem diferente. A maioria das lojas estava fechada ou com meia porta aberta. A concentração estava toda no jogo entre Brasil e Marrocos pela Copa do Mundo.

Com todas as cadeiras ocupadas, mal dava para andar entre as mesas. Os dois telões foram colocados no meio da praça de alimentação, um de costas para o outro. Alguns ângulos não ajudavam, mas ninguém cedia espaço.

A cada chegada do Brasil perto do gol, a torcida levantava a voz. Teve grito, vuvuzela e muita camisa amarela e azul espalhada pelo shopping. Até funcionários tentavam acompanhar a partida entre um atendimento e outro. Uma trabalhadora da limpeza parou em um canto para espiar o jogo.

Já no segundo tempo, Roberto Xavier, 31 anos, acreditava em reação. “Esperava um pouco mais do jogo, mas agora até que deu uma melhorada, na metade final do primeiro tempo. O time começou a se acertar. Ainda está dando umas vaciladas na defesa, mas acho que dá para virar ainda”, avaliou.

Na análise de Roberto, a escalação poderia ter sido diferente. “Eu preferia que tivesse entrado com o Danilo como volante e com o Endrick no ataque, mas acho que ainda dá para virar”, disse. Sobre Neymar, disse que “sempre faz uma faltazinha, mas acho que dá para virar o jogo”.

Alessandro Silva, de 43 anos, também viu dificuldade na partida, principalmente pelo desempenho de Marrocos. “O jogo está bastante difícil. A equipe do Marrocos é muito difícil, mas o Brasil vai superar e vai conseguir um segundo gol”, afirmou.

Para Alessandro, a mudança no segundo tempo tinha nome. “Acho que precisa mudar agora no segundo tempo, colocar o Endrick. Com certeza o Brasil vai fazer o segundo gol e vai vencer a partida”, disse. Ele também espera Neymar nos próximos jogos. “É um diferencial para o Brasil. Com certeza vai ajudar muito a equipe”.

Ricardo Matos, de 43 anos, preferiu destacar o clima da torcida. Para ele, o entusiasmo de quem acompanhava a partida no shopping também ajudava a empurrar o Brasil, ainda que a Seleção precisasse se encontrar melhor em campo. “Está bem animado, a torcida está bem entusiasmada e isso é importante para o Brasil, porque acho que dá fôlego”, afirmou.

Mesmo assim, Ricardo apontou falhas. “Pelo que tenho visto, está faltando um senso coletivo, mas quem sabe para os próximos jogos eles não alinham a escalação e consigam equilibrar”, avaliou.

O jogo terminou em 1 x 1, frustrando as expectativas dos torcedores.