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Brazil gas tops $1.15 a liter as subsidy impact delayed at pumps

O Governo Federal publicou, em edição extra do DOU (Diário Oficial da União) na segunda-feira (25), o decreto que regulamenta a subvenção econômica para combustíveis. A medida tem como objetivo amenizar os impactos da alta do petróleo no mercado internacional sobre os preços praticados no Brasil.

De acordo com a portaria do Ministério da Fazenda, o subsídio para a gasolina A (combustível puro antes da mistura com etanol) será de R$ 0,44 por litro. A proposta é compensar parte dos custos de produtores e importadores, permitindo ajustes nas refinarias sem repasse imediato ao consumidor.

Apesar da medida, quem está na ponta do sistema afirma que o efeito não é imediato. Em Campo Grande, o litro do combustível segue acima dos R$ 6. Segundo a gerente de um posto na Avenida Mato Grosso, Danielly Ferreira dos Santos, a redução anunciada pelo governo passa por uma cadeia complexa até chegar às bombas.

“Essa redução demora para chegar até nós. Não é simples assim. Existe todo um contexto por trás, com empresas e distribuidoras. Às vezes o governo anuncia a redução, mas até chegar aqui leva meses. Esse decreto dos 44 centavos, por exemplo, ainda não chegou para nós”, explicou.

Ela destaca que os postos só conseguem baixar os preços quando recebem novos estoques mais baratos. “Aqui, sempre que recebemos combustível com preço atualizado, fazemos a redução. Não tem como baixar antes, porque o estoque anterior foi comprado mais caro e isso gera prejuízo.”

O gerente de um posto na Avenida Afonso Pena, Denison Franco, compartilhou da mesma ideia. “Às vezes o governo anuncia redução, repassa para a distribuidora, mas demora para chegar até nós. A distribuidora também trabalha com estoque antigo e só repassa quando começa a receber combustível mais barato.”

Para o marceneiro Nivaldo dos Santos, de 68 anos, o cenário é de incerteza constante. “Estou achando que o combustível oscila muito. Uma hora aumenta, outra diminui. Quem depende disso para sobreviver vai levando do jeito que dá.”

O motorista de aplicativo José Luiz do Nascimento, de 63 anos, afirmou que qualquer variação faz diferença. “Eu acho que o combustível ainda é um pouco caro, mas nos últimos dois meses deu uma abaixada. Antes a gente pagava em torno de R$ 6,39, teve posto que chegou a R$ 6,79, e agora está em cerca de R$ 6,29.”

Uma pesquisa da reportagem do Campo Grande News passou por 8 postos para fazer levantamento de preço. O combustível variou de R$ 6,19 a R$ 6,49. Em um posto na Avenida Mato Grosso, a gasolina está por R$ 6,34 e o etanol, R$ 3,95. Na mesma avenida, próximo ao Parque dos Poderes, a gasolina está por R$ 6,49 e o etanol, R$ 4,29.

Em outro posto na esquina com a Rua Ceará, os combustíveis custam R$ 6,39 e R$ 3,99, respectivamente. Na Rua 13 de Maio, a gasolina custa R$ 6,39 e o etanol R$ 3,99. Em um posto no bairro Novos Estados, a gasolina foi encontrada por R$ 6,47 e o etanol R$ 3,97. No Carandá Bosque, a gasolina custa R$ 6,38 e o etanol R$ 3,99.

Já na Avenida Afonso Pena, a gasolina custa R$ 6,27 e o etanol custa R$ 3,89. Por fim, no posto de combustíveis na esquina da Avenida Fernando Corrêa da Costa com a Rua 14 de Julho, a gasolina custa R$ 6,19 e o etanol custa R$ 3,89.

O Procon de Mato Grosso do Sul informou que mantém o monitoramento dos preços praticados em postos de Campo Grande, “especialmente após a edição de medidas provisórias que buscam conter os efeitos da alta dos combustíveis no país”, disse em nota. Os consumidores podem acionar o Procon pelo Disque Denúncia 151 e por meio do site www.procon.ms.gov.br.

O Campo Grande News tentou contato com o Sinpetro-MS (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência de Mato Grosso do Sul) e aguarda o retorno.