Mato Grosso do Sul deve movimentar R$ 84,012 bilhões dentro da porteira em 2026 e alcançar o sétimo maior faturamento agropecuário do país. O valor foi projetado pelo MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária).
O resultado mantém o Estado entre os principais polos do agronegócio brasileiro. A projeção é sustentada pela força da soja e da pecuária bovina. Juntas, essas duas atividades devem responder por mais de 64% de toda a riqueza gerada pelo setor no território sul-mato-grossense.
O VBP (Valor Bruto da Produção) estadual ficará atrás apenas de Mato Grosso (R$ 211,702 bilhões), Minas Gerais (R$ 169,528 bilhões), São Paulo (R$ 159,434 bilhões), Paraná (R$ 152,372 bilhões), Goiás (R$ 119,563 bilhões) e Rio Grande do Sul (R$ 103,234 bilhões).
Segundo o MAPA, o VBP de Mato Grosso do Sul representa 5,95% do valor nacional. O faturamento total do agro no Brasil deve atingir R$ 1,412 trilhão neste ano. Do faturamento estadual, 64%, o equivalente a R$ 53,641 bilhões, devem vir da pecuária. Os outros 36%, ou R$ 30,372 bilhões, devem ser gerados pela agricultura.
Os dados do ministério mostram ainda que, em 2026, a produção agropecuária sul-mato-grossense deve registrar um incremento de R$ 1,051 bilhão. Isso representa um crescimento de 1,27% em relação ao resultado de 2025, quando o VBP foi de R$ 82,962 bilhões.
A soja lidera o ranking estadual, com faturamento estimado em R$ 31,016 bilhões. A bovinocultura aparece logo atrás, com R$ 23,475 bilhões. Somados, os dois segmentos representam cerca de R$ 54,491 bilhões dos R$ 84,012 bilhões projetados para todo o agro sul-mato-grossense. O número reforça a forte dependência econômica do Estado dessas duas cadeias produtivas.
Na sequência do ranking estadual aparecem milho, com VBP estimado em R$ 11,478 bilhões; cana-de-açúcar, com R$ 8,685 bilhões; frangos, com R$ 3,131 bilhões; e suínos, com R$ 2,857 bilhões.
O VBP é um indicador utilizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária para medir o faturamento gerado pela agropecuária dentro da porteira. O cálculo leva em consideração o volume produzido e os preços recebidos pelos produtores rurais. O índice funciona como um termômetro econômico do desempenho do setor. Ele reúne culturas agrícolas, como soja, milho e cana-de-açúcar, além de atividades pecuárias, como bovinocultura, avicultura e suinocultura.
