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Brazil’s tradition and faith fuel World Cup broadcasts since 1994

Brazil’s tradition and faith fuel World Cup broadcasts since 1994

Uma conveniência em Campo Grande mantém viva a tradição de transmitir jogos da Copa do Mundo desde 1994. Localizada na Avenida Afonso Pena, no Centro, a CervJá reúne torcedores que fazem questão de acompanhar as partidas no local, que está aberto há 38 anos.

O empresário Edmir Jardim, de 63 anos, frequenta o estabelecimento desde a Copa dos Estados Unidos, quando assistiu ao primeiro jogo do torneio entre Alemanha e Bolívia. Ele voltou para cada partida e viu o Brasil se tornar tetracampeão. Na estreia da Seleção Brasileira na competição, não fugiu da rotina.

O dono da conveniência, Francisco José, de 61 anos, conta que a primeira Copa exibida no local foi a de 1994, ano do tetracampeonato. Desde então, todas as edições foram mostradas por lá. “O futebol foi um grande gancho da empresa. A gente transmite finais de Campeonato Brasileiro, Libertadores, Copa do Brasil e todos os jogos da Copa, mesmo quando são simultâneos”, afirmou.

A estrutura mudou com o tempo. Em 1994, as transmissões eram em televisores de tubo. Hoje, o local tem telão e várias TVs. Francisco diz que a prioridade é garantir segurança, atendimento e boa qualidade de imagem. “Meu foco é mais na qualidade do que na quantidade de pessoas que vêm”, disse.

Edmir chegou com amigos e apostou em vitória brasileira por 2 a 1. Ele acompanhou Copas no local desde edições como as dos Estados Unidos, África do Sul e Catar. “Nós somos bem motivados, porque o Brasil precisa ganhar essa Copa. Nós somos brasileiros e não desistimos nunca”, afirmou. Ele vê Endrick como um jogador capaz de mudar o jogo. “Hexa, com certeza. Vamos mostrar que somos os melhores”, disse.

O professor de karatê André Peixoto, de 37 anos, foi pela primeira vez à CervJá para assistir à Seleção. Chegou por volta das 15h30, por indicação de amigos, e encontrou mesas reservadas. “Eu acho que aqui é o point da Copa”, afirmou. Apesar da desconfiança de alguns amigos, ele está confiante. “Eu acredito que este ano o Brasil vai conseguir vencer, sim”, disse.

Francisco estima receber cerca de 700 pessoas nas primeiras fases da Copa. Se o Brasil avançar, a projeção é de um público maior, podendo chegar a 1,2 mil pessoas em uma eventual final. “Depois, quando o time ganha, as pessoas se deslocam para comemorar aqui com a gente. É um prazer recebê-los, né?”, completou.