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Festas e Casamento

Como organizar um casamento simples e barato sem abrir mão do essencial

Por Nazaré Bandeira · · 5 min de leitura
Mesa de recepção decorada de forma simples com flores do campo

Casar sem dívida é possível e depende menos de sorte do que de ordem nas decisões. Entender como organizar um casamento simples e barato começa por definir o número de convidados, porque é ele que multiplica todos os outros custos da festa.

Como organizar um casamento simples e barato: a ordem certa

  1. Defina o orçamento total antes de qualquer contratação.
  2. Feche o número de convidados, que é o multiplicador de tudo.
  3. Escolha data e horário, que afetam preço e traje.
  4. Reserve o local, item de maior peso no orçamento.
  5. Resolva a parte legal no cartório.
  6. Contrate comida e bebida conforme a lista fechada.
  7. Deixe decoração e extras para o final, com o que sobrar.

O segundo passo é o que mais economiza e o mais difícil de encarar. Cada convidado a menos reduz comida, bebida, lugar, convite e espaço, e cortar vinte pessoas costuma render mais economia que negociar todos os fornecedores juntos.

Onde o dinheiro realmente vai

ItemPeso no orçamentoEspaço de economia
Local e estruturaAltoGrande, com espaço emprestado
Comida e bebidaAltoGrande, com cardápio enxuto
Roupa dos noivosMédioGrande, com aluguel ou brechó
FotografiaMédioPequeno, vale investir
DecoraçãoMédioGrande, com flor de estação
ConvitesBaixoGrande, com convite digital
CartórioBaixoExiste isenção prevista em lei

A quarta linha é a única em que costumo desaconselhar economia agressiva. A festa acaba no mesmo dia, e o registro dela é o que permanece. Cortar fotografia é o arrependimento mais relatado por quem casou.

Já a última linha surpreende quem acha que a parte legal pesa muito, quando ela costuma ser a menor fatia, conforme detalhado em quanto custa um casamento no civil.

Decisões que cortam custo de verdade

  • Casar em dia de semana ou fora da alta temporada.
  • Cerimônia e festa no mesmo local, eliminando deslocamento.
  • Horário da tarde, que dispensa iluminação elaborada.
  • Cardápio enxuto e bem executado, em vez de variedade.
  • Flores da estação e da região, muito mais baratas.
  • Convite digital, com versão impressa só para os mais velhos.

O terceiro item tem efeito em cadeia. Festa diurna reduz gasto com iluminação, permite decoração mais simples e ainda muda o traje dos convidados para algo mais leve, conforme explicado em o que vestir em um casamento à tarde.

Um cronograma que funciona

Casamento organizado com antecedência custa menos, porque permite negociar e comparar. O roteiro abaixo cabe em seis meses e evita decisão apressada.

  1. Seis meses antes: orçamento, lista de convidados e data.
  2. Cinco meses: reserva do local e definição do formato.
  3. Quatro meses: comida, bebida e fotografia contratadas.
  4. Três meses: documentação no cartório e roupa dos noivos.
  5. Dois meses: convites enviados e confirmação de presença.
  6. Um mês: fechamento de números com os fornecedores.
  7. Semana final: confirmações, pagamentos e logística.

O quinto passo é o que define o custo final. Só com as confirmações em mãos dá para fechar a quantidade real de comida e bebida, e é comum que a lista encolha de 15 a 20 por cento entre o convite e a confirmação.

Ajuda da família sem constrangimento

Muita gente se oferece para ajudar e não sabe como. Distribuir tarefas concretas funciona melhor que pedir dinheiro: alguém cuida da música, outro do bolo, outro do transporte dos mais velhos.

Faça uma lista do que precisa ser feito e ofereça as tarefas, em vez de esperar. Isso reduz custo real, envolve as pessoas e evita a sensação de que o casal está pedindo favor.

Comida: onde mora a maior conta

Buffet completo é o formato mais caro. Alternativas que funcionam bem: coquetel de salgados com bolo, churrasco em espaço aberto, ou um prato único bem-feito servido em travessas.

Seja qual for o formato, o cálculo por convidado precisa ser feito antes de fechar com qualquer fornecedor, porque é ele que define se o orçamento fecha ou estoura. Em coquetel, essa conta começa por quanto de salgados por pessoa em festa, que é o número que define todo o resto do pedido.

Convidados e a lista que ninguém quer fazer

Definir quem entra e quem fica de fora é a parte mais desconfortável da organização, e adiar essa conversa é o que mais estoura orçamento. Uma forma prática é dividir a lista em três círculos e cortar de fora para dentro.

O primeiro círculo é o das pessoas cuja ausência mudaria o sentido do dia; o segundo é o de quem você gostaria de ter por perto; o terceiro é o das obrigações sociais. Quando o orçamento aperta, o terceiro círculo é o que sai, e ele costuma ser maior do que se imagina.

Bebida sem estourar o orçamento

Servir apenas água, refrigerante e uma opção alcoólica simples corta bastante e raramente é notado como falta. Bar aberto com destilados é o item que mais infla conta de festa.

Se houver espaço para levar a própria bebida, a economia é ainda maior, e vale conferir essa possibilidade com o local antes de fechar contrato.

O que não vale cortar

Documentação em ordem, comida em quantidade suficiente e um mínimo de conforto para os convidados, como lugar para sentar e banheiro adequado. Falha nesses pontos é lembrada por anos, e a economia obtida é pequena.

Também não corte a margem de segurança. Reserve uma folga sobre o orçamento total, porque imprevisto acontece em toda festa e resolver na hora sempre sai mais caro.

Veja também: tudo o que entra na festa

Perguntas frequentes sobre casamento simples

Qual o maior corte possível?

Reduzir a lista de convidados. Ela multiplica comida, bebida, espaço e convites, e cortar vinte pessoas rende mais que negociar todos os fornecedores.

Vale casar em dia de semana?

Vale, e a diferença de preço em espaços e fornecedores costuma ser expressiva. O custo é a menor disponibilidade dos convidados.

Dá para fazer sem buffet?

Dá. Coquetel de salgados, churrasco ou prato único servido em travessas atendem bem e custam bem menos que buffet completo.

Convite digital pega mal?

Não mais. É prática comum, permite confirmar presença com facilidade e elimina um custo inteiro. Vale imprimir poucas vias para convidados mais velhos.

Onde não devo economizar?

Documentação, quantidade de comida, conforto básico dos convidados e registro fotográfico. São os pontos lembrados por muito tempo depois.

Quanto reservar de folga?

Uma margem sobre o total previsto, porque imprevisto é regra em festa. Resolver de última hora sempre custa mais caro.

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