Associação Brasileira de Esportes de Inverno Pediu um Novo Olhar para o Esqui no País
A liberdade para competir e a formação de uma equipe própria foram as principais solicitações do atleta Lucas na sua nova jornada. O atleta, que agora tem à disposição uma equipe com oito funcionários e um orçamento de aproximadamente 1,5 milhão de euros, recebeu apoio logístico e organizacional da Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN). A confederação destacou que, apesar do valor de investimento disponível, a maior parte do orçamento deve ser sua responsabilidade, cabendo a ele buscar patrocinadores. Isso marca uma mudança significativa em sua abordagem, já que antes ele estava vinculado a uma equipe norueguesa.
A CBDN espera que, além de competir, Lucas contribua para o desenvolvimento do esqui alpino no País, servindo de referência e inspiração para outros atletas. A interação entre atletas e a confederação tem sido positiva, com Lucas se mostrando acessível e colaborativo, promovendo um fortalecimento mútuo.
Sobre a escolha de muitos atletas em competir pelo Brasil, o motivo se deve ao fato de que, para alguns países, perder um atleta de elite pode não impactar significativamente a equipe, pois ainda têm muitos outros classificados para os Jogos Olímpicos. Em contraste, competir pelo Brasil pode aumentar as chances de uma vaga olímpica. Os atletas notam a evolução da estrutura esportiva no país e como o Brasil tem se esforçado para não apenas participar, mas para conquistar medalhas e destacar-se em competições internacionais. Esse crescimento nas performances cria um ciclo positivo, aumentando a expectativa e a motivação para novos investimentos e melhorias.
No que diz respeito ao investimento na CBDN, o orçamento no último ano foi de 14 milhões de reais, um incremento em relação ao ciclo anterior. Embora os gastos variem com os anos, a confederação observa um crescimento médio de cerca de 15% nas receitas anuais. As fontes de financiamento vêm do Comitê Olímpico do Brasil, do Comitê Paralímpico e de entidades internacionais, que veem valor em promover o esporte no país.
A aproximação com o público brasileiro tem sido uma prioridade para as confederações de esportes de inverno. Um exemplo disso foi a participação no COB Expo, que gerou interesse pelo esqui. Há também um projeto social chamado “Esqui na Rua”, liderado por Leandro Ribela, que busca promover o esporte entre todas as idades no Butantã, em São Paulo.
Realizar clínicas e treinos no Brasil, onde o clima não é ideal para esportes de inverno, tem sido um desafio. Para isso, os treinamentos com rollerski, que é uma versão do esqui em rodas, têm sido realizados em asfalto e em condomínios fechados. Além disso, competições de ski são organizadas em Gramado e no exterior, como o Chile e a Argentina. A CBDN também investe em levar seus atletas para treinar na Europa, onde passam meses aperfeiçoando suas habilidades na neve. A confederação enfatiza o compromisso com a alta performance, além de estabelecer critérios claros para a seleção dos atletas que representarão o país.
Com esses esforços, os esportes de inverno no Brasil visam não apenas o desenvolvimento do talento local, mas também o fortalecimento da presença do país nas competições internacionais ao longo dos anos.