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Homem morto pelo Choque matou taxista em 2020

Por O Sertão Notícias · · 3 min de leitura
Homem morto pelo Choque matou taxista em 2020
Homem morto pelo Choque matou taxista em 2020

Jean Gabriel Rapini de Souza, de 24 anos, morreu na noite desta segunda-feira (10) após um confronto com o Batalhão de Choque da Polícia Militar. O caso ocorreu na Avenida Manoel Ferreira, no bairro Santo Antônio, em Campo Grande. Segundo a PM, Jean estava em um veículo suspeito e desceu do carro em movimento armado durante a abordagem. Ele chegou a receber socorro, mas não resistiu aos ferimentos.

O nome de Jean já era conhecido na Capital. Em abril de 2020, quando tinha 17 anos, ele foi apreendido por envolvimento no roubo que terminou com a morte do taxista Luciano Barbosa Franco, de 44 anos. A Polícia Civil apontou o adolescente como autor do disparo que atingiu a cabeça do motorista.

Luciano desapareceu na noite de 25 de abril daquele ano, após aceitar uma corrida no Shopping Campo Grande com destino ao Jardim Carioca. O chamado foi feito por volta das 23h30. A família procurou a polícia durante a madrugada, já que o taxista não voltou para casa. O rastreador do Volkswagen Virtus usado por Luciano emitiu o último sinal pouco depois da meia-noite. No dia seguinte, o carro foi localizado no Santa Emília, sem os quatro pneus.

Quase no mesmo horário, um ciclista encontrou o corpo do taxista em um matagal às margens da BR-262, na região do Indubrasil, cerca de 15 quilômetros de onde o automóvel havia aparecido. Luciano tinha um ferimento de tiro na cabeça.

As investigações reconstruíram o trajeto do motorista com imagens de câmeras. O carro deixou o shopping às 23h40 e chegou ao Jardim Carioca às 23h58. O veículo ficou parado por aproximadamente 40 segundos antes de retornar. Foi nesse intervalo que Luciano foi morto, conforme a Polícia Civil informou na época. Jean estava no banco traseiro e uma jovem ocupava o banco do passageiro. O disparo ocorreu depois do anúncio do roubo.

Uma segunda mulher também foi responsabilizada pelo crime. Ela não estava no carro durante a corrida, mas sabia do plano e ajudou os outros dois envolvidos. O grupo queria ficar com o automóvel do taxista. Os depoimentos indicaram que o Virtus havia sido negociado por R$ 12 mil com uma pessoa que levaria o veículo para o Paraguai, mas o carro acabou abandonado em Campo Grande.

Jean havia deixado uma Unei (Unidade Educacional de Internação) pouco mais de um mês antes da morte de Luciano. A arma usada no crime, um revólver calibre 38, foi encontrada escondida em uma máquina de lavar em uma casa no Bairro Tiradentes, onde os três envolvidos moravam. As duas mulheres foram presas e Jean foi apreendido.

Nesta segunda-feira, seis anos depois, uma equipe do Choque voltou a abordar Jean. O caso começou na Avenida Manoel Ferreira, perto da Rua Taquari e do IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul). A PM informou que os agentes tentaram abordar um veículo suspeito e que Jean teria desembarcado do carro em movimento com uma arma de fogo. Ele foi atingido e socorrido pelos próprios militares.

A ocorrência fechou a Avenida Manoel Ferreira nos dois sentidos. Em nota, a Polícia Militar confirmou o confronto, mas disse que a ação ainda estava em andamento. Até a publicação desta reportagem, a corporação não havia esclarecido quem estava no veículo com Jean nem a dinâmica completa da abordagem. A morte de Jean é a 101ª decorrente de intervenção policial registrada em Mato Grosso do Sul neste ano.

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