O Instituto Federal da Paraíba (IFPB) anunciou a formação de um Grupo de Trabalho (GT) para analisar a criação do Instituto Federal do Sertão Paraibano. A decisão foi tomada na terça-feira, 6 de setembro, durante uma reunião extraordinária do Colégio de Dirigentes, a pedido da reitora Mary Roberta Meira Marinho.
O GT terá um prazo inicial de 30 dias para concluir suas atividades, podendo ser prorrogado se necessário. O grupo tem como meta apresentar sugestões que sustentem a criação da nova instituição, assegurando a continuidade das atividades acadêmicas e os direitos dos servidores.
Presidido pelo diretor de Planejamento, Anderson Silva, o GT incluirá a participação da reitora, além de gestores da Reitoria e diretores das unidades localizadas no Sertão. O IFPB atualmente conta com sete campi na região: Patos, Itaporanga, Santa Luzia, Cajazeiras, Princesa Isabel, Catolé do Rocha e Sousa.
Durante a reunião do Colégio de Dirigentes, foram discutidos aspectos importantes para a criação do novo instituto, destacando a necessidade de uma transição administrativa eficiente, a estruturação da nova instituição e a proteção dos direitos da comunidade acadêmica.
Entre os principais pontos debatidos estão a mobilidade dos servidores e a adequação da estrutura administrativa e acadêmica do novo instituto. A reitora Mary Roberta também defendeu a importância de abrir canais de comunicação com a comunidade interna, parlamentares e com a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec).
Diante da complexidade do processo, o GT deverá encontrar um modelo que permita a participação ativa da comunidade acadêmica.
Os diretores de campi no Sertão expressaram apoio à criação do GT. A diretora do Campus Princesa Isabel, Jordânia Lucena, afirmou que a criação do grupo reflete o compromisso da gestão com a responsabilidade institucional. Para ela, essa iniciativa garante o cuidado com os direitos dos servidores e a continuidade das atividades, além de ser um passo importante para melhorar as políticas de educação na região.
Chico Nogueira, diretor do Campus Sousa, destacou que a inclusão de mecanismos de escuta e participação da comunidade acadêmica poderá promover transparência no processo. Ele enfatizou a importância de criar uma metodologia que fomente o diálogo com servidores, alunos e outros envolvidos, além de parlamentares, para que qualquer implementação aconteça de maneira colaborativa.
Ronaldo de Lima, diretor do Campus Patos, também se manifestou favoravelmente à proposta e ressaltou a necessidade de um diagnóstico que aborde os aspectos administrativos e legais do projeto. Segundo ele, o GT deve priorizar os direitos dos servidores e as questões de mobilidade funcional.
A criação do Instituto Federal do Sertão Paraibano está prevista no Projeto de Lei nº 01/2026, que foi enviado pelo governo federal à Câmara dos Deputados em 2 de janeiro. Recentemente, a Reitoria do IFPB divulgou uma nota oficial sobre a proposta.