O Fascínio do Sonho: A História e o Sabor dos Doces Acompanhantes
Sonhar é uma característica humana, não apenas uma forma de escapismo, mas também um motor de esperança. Os sonhos podem variar, desde desejos por um amor verdadeiro a anseios por uma simples viagem. Assim, não é surpresa que um dos doces mais apreciados, o “sonho”, tenha uma história rica e saborosa.
O sonho é um doce feito de massa leve, geralmente polvilhada com açúcar, que pode ser recheado com creme de confeiteiro, doce de leite ou goiabada. É um item indispensável nas padarias do país, onde é frequentemente associado à tradição de confeitaria trazida pelos portugueses. Porém, a origem do sonho é ainda mais ampla e envolvente.
É possível encontrar doces semelhantes a nível global, como o sufganiyah em Israel, os donuts nos Estados Unidos ou o bismarck no Canadá. No entanto, muitos acreditam que essas iguarias fritas tenham raízes na Alemanha. Para entender essa conexão, é necessário voltar ao século XVIII, durante a Guerra dos Sete Anos. Na Prússia, o rei Frederico, o Grande, convocou homens saudáveis para se unirem ao exército, incluindo um jovem padeiro que se tornaria famoso por suas criações.
Esse padeiro, designado para cuidar de munições, foi considerado inapto para a guerra e retornou à sua profissão. Com o desejo de criar algo novo, ele decidiu fritar massas em formato de bolas, inspirando-se nas balas de canhão que deveria manusear. Assim nasceu a Berliner Pfannkuchen, ou Bola de Berlim, uma homenagem à cidade que resistiu à invasão.
No Brasil, acredita-se que o sonho tenha surgido na década de 1920 em São Paulo, inspirado pela Berliner, mas feito com sobras da massa de pão doce. Essas bolas de massa, fritas e polvilhadas com açúcar, são geralmente recheadas com um creme de manteiga, ovos e baunilha.
O sonho também possui parentes internacionais, como o bombolone italiano e o brioche tropéziens da França. Este último, por sua vez, tem uma história fascinante envolvendo um paraquedista polonês que, após participar da libertação da Riviera Francesa na Segunda Guerra Mundial, decidiu abrir uma padaria. Ele introduziu o sonho em suas criações, que rapidamente ganharam popularidade, especialmente após uma famosa atriz francesa, Brigitte Bardot, se apaixonar pelo doce.
Por todo o mundo, doces semelhantes ao sonho têm diferentes nomes: paczki na Polônia, krafne na Croácia, doughnuts na Inglaterra e hillomunkki na Finlândia. Cada um traz sua interpretação e sabor, refletindo a diversidade cultural em cada bite.
O sonho não é apenas um doce; é uma expressão de história e cultura que nos une. Assim, se você tem um sonho, seja ele grande ou pequeno, lembre-se da importância de persegui-lo. Afinal, os sonhos são nossos, e a crença neles é o primeiro passo para torná-los realidade. Desfrutar do sonho é, portanto, também uma celebração de todas as histórias e sabores que ele carrega.
