A Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) manifestou repúdio às declarações do procurador-geral de Justiça do estado sobre a prisão da influenciadora Deolane Bezerra. A fala do procurador, que associou advogados que atuam na defesa de investigados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), foi considerada inadequada e genérica pela entidade.
Em nota oficial, a OAB-SP afirmou que a declaração do procurador-geral é grave e atinge toda a classe dos advogados. A entidade defende que a atuação profissional de um advogado não pode ser confundida com a conduta de seus clientes. A OAB-SP exigiu retratação pública e respeito ao exercício da advocacia.
A polêmica começou após o procurador-geral comentar a prisão de Deolane Bezerra, ocorrida durante uma operação policial. Em sua fala, ele usou a expressão “advogados do PCC” para se referir a defensores de pessoas ligadas ao crime organizado. A declaração gerou reação imediata de entidades de classe.
A OAB-SP destacou que a advocacia é uma função essencial à Justiça e que qualquer generalização que criminalize a profissão é inaceitável. A entidade reforçou que continuará defendendo as prerrogativas dos advogados e o direito de defesa de todos os cidadãos.
Justiça nega liberdade a Deolane
A Justiça de São Paulo negou o pedido de liberdade de Deolane Bezerra, mantendo a influenciadora presa. A decisão foi tomada após análise do habeas corpus impetrado pela defesa. A influenciadora foi detida em uma operação que investiga crimes relacionados a jogos de azar e lavagem de dinheiro.
Deolane Bezerra está presa desde o dia 23 de maio. A defesa da influenciadora afirma que irá recorrer da decisão. O caso segue em segredo de Justiça. A operação que resultou na prisão de Deolane também investiga outras pessoas suspeitas de envolvimento no mesmo esquema criminoso.
A prisão de Deolane Bezerra teve grande repercussão nas redes sociais. A influenciadora, que possui milhões de seguidores, é conhecida por seu estilo de vida luxuoso e por ser mãe do cantor MC Kevin, falecido em 2021. O caso gerou debate sobre a atuação de influenciadores digitais e suas relações com atividades ilícitas.
