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Patinete elétrico: regras para não se machucar

Por O Sertão Notícias · · 3 min de leitura
Patinete elétrico: regras para não se machucar
 Elijane Coelho dando dicas de mobilidade (Foto: Sofia Lupaes)

Uma semana foi suficiente para os patinetes elétricos virarem febre em Campo Grande. Entre passeios no Parque dos Poderes, vídeos para as redes sociais e deslocamentos rápidos pela cidade, também já virou rotina encontrar quem arrisca andar em dupla, entra na contramão da ciclovia ou descobre da pior forma que o equipamento acelera mais do que parece. Entre tombos sem gravidade e muitos aprendizados, especialistas reforçam que o patinete não é brinquedo: ele faz parte da mobilidade urbana e exige cuidados para evitar acidentes.

A preocupação ganhou força após os primeiros registros de quedas envolvendo usuários. No domingo (12), uma mulher precisou ser encaminhada a uma unidade de saúde depois de cair de um patinete no Parque dos Poderes. Segundo o Corpo de Bombeiros, ela atingiu um tachão de sinalização, conhecido popularmente como "tartaruga", e sofreu impactos na cabeça, no ombro e na região cervical.

Para evitar situações semelhantes, a gestora de Atividades de Trânsito, Elijane Coelho, lembra que o primeiro passo é entender que o patinete está sujeito às mesmas regras de convivência e segurança dos demais veículos. "Muita gente acha que por ser patinete pode ignorar as regras, andar na contramão ou transportar duas pessoas. Mas ele faz parte do trânsito e você está se colocando em risco quando faz isso", explica.

Segundo ela, um dos erros mais comuns dos iniciantes é acreditar que o equipamento serve para compensar atrasos ou substituir uma corrida urgente de carro. Embora permita deslocamentos mais rápidos do que uma caminhada, o usuário continua circulando em ambientes com pedestres, cruzamentos, desníveis e diversos obstáculos. "Você vai mais rápido do que iria a pé, mas não vai resolver um atraso usando o patinete", resume.

As ciclovias também exigem atenção. Elijane lembra que elas possuem fluxo nos dois sentidos e que o usuário deve circular sempre pelo lado direito. Outra orientação importante é evitar transportar passageiros. Apesar de a cena já ser comum nos primeiros dias da novidade, o patinete foi projetado para apenas uma pessoa. "Quando você coloca duas pessoas, muda completamente a distribuição de peso e o funcionamento do veículo", alerta.

A especialista também recomenda cuidado com a empolgação. Segundo ela, muitos acidentes acontecem porque o usuário não percebe o quanto o equipamento ganha velocidade rapidamente. Por isso, a aceleração deve ser gradual e as frenagens feitas de forma suave. Buracos, rachaduras, degraus, tachões e outras irregularidades do piso merecem atenção redobrada, já que as pequenas rodas do patinete absorvem menos impactos do que as bicicletas.

Entre todas as recomendações, duas são tratadas como indispensáveis: deixar o celular guardado durante o trajeto e jamais conduzir o equipamento após consumir bebida alcoólica. "Vale inclusive para o patinete", reforça. A explicação é simples: qualquer distração reduz a capacidade de reação diante de um obstáculo, enquanto o álcool compromete reflexos, equilíbrio e percepção de risco.

Embora o uso de capacete não seja obrigatório pela regulamentação atual, o equipamento é recomendado principalmente para quem está começando. Também ajuda a manter os joelhos levemente flexionados, o peso do corpo centralizado e a atenção voltada para o caminho.

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