sábado, 10 de janeiro de 2026
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Significado da bandeira utilizada pelo governo dos EUA

EM 9 DE JANEIRO DE 2026, ÀS 09:41

A Secretaria de Trabalho dos Estados Unidos publicou em suas redes sociais uma imagem da bandeira de Betsy Ross, que remete a um período após a Guerra de Independência americana. A postagem foi acompanhada das expressões “o patriotismo vai prevalecer” e “América em primeiro lugar. Sempre”.

Essa divulgação ocorre em um contexto de críticas por parte de líderes europeus em relação à política externa do governo de Donald Trump e em meio a tensões diplomáticas crescentes entre os Estados Unidos e seus aliados tradicionais.

A bandeira de Betsy Ross tem 13 estrelas brancas organizadas em um círculo sobre um fundo azul, simbolizando as 13 colônias que formaram os Estados Unidos no século 18. O nome de Betsy Ross (1752–1836) está ligado a uma história familiar que afirma que ela teria criado e desenhado a bandeira. No entanto, muitos historiadores afirmam que não existem provas documentais que confirmem essa autoria.

Nas últimas décadas, a bandeira foi reapropriada por grupos conservadores e de extrema direita como símbolo de sua identidade política. Entre esses grupos, está a milícia de direita conhecida como Three Percenters, que se define como defensora do povo americano contra o que considera autoritarismo estatal. Esse grupo adaptou a bandeira, adicionando seus próprios símbolos no círculo das 13 estrelas. A Anti-Defamation League (ADL), uma organização que monitora o extremismo nos EUA, classifica os Three Percenters como extremistas antigoverno.

O nome “Three Percenters” vem de uma ideia imprecisa de que apenas 3% dos colonos lutaram contra os britânicos durante a Guerra de Independência. De acordo com a ADL, esse movimento, embora critique o governo federal, conta com muitos apoiadores de Trump e tem direcionado suas críticas a grupos que considera inimigos, como apoiadores do Partido Democrata, muçulmanos e imigrantes.

A divulgação dessa bandeira também se relaciona ao slogan “America First”, popularizado pelo movimento “Make America Great Again” (Maga), que defende a priorização dos interesses nacionais em detrimento da cooperação internacional.

Na quinta-feira, o presidente francês, Emmanuel Macron, comentou sobre a política externa dos EUA, afirmando que o país “desrespeita normas internacionais” e vem se “distanciando progressivamente” de seus aliados, em um cenário que ele classificou como de crescente “agressividade neocolonial”.

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