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Americanas reduz loja histórica após maior crise financeira

Por O Sertão Notícias · · 2 min de leitura
Americanas reduz loja histórica após maior crise financeira
Fachada das Lojas Americanas na Rua Dom Aquino. (Foto: Paulo Francis)

Após enfrentar a maior crise financeira de sua história, a unidade das Lojas Americanas na Rua Marechal Rondon, em Campo Grande, passou por uma reforma que reduziu sua área de vendas entre 40% e 50%. O local, que por anos foi um dos principais pontos comerciais da região central, agora opera com espaço mais compacto, mas dá sinais de recuperação.

A diarista Elizabeth Alves, de 59 anos, frequenta a loja desde a juventude e lembra dos tempos em que havia uma lanchonete no local. "Era triste ver a loja parada, sem produtos e com funcionários sendo demitidos", disse. Para ela, o movimento atual indica uma retomada. "Parece que agora está mais cheia, com mais gente comprando e mais pessoal para atender", completou.

Uma visita ao local mostrou que a redistribuição das prateleiras compensou a redução do espaço útil, deixando o ambiente mais compacto e com sensação de maior movimento. A loja ainda ocupa o quarteirão entre as ruas Marechal Rondon e Dom Aquino, mas ficou visivelmente mais estreita. As principais categorias de produtos foram mantidas, como bomboniere, alimentos, bebidas, higiene pessoal e brinquedos.

Entre as ofertas, a loja aposta em combos, como duas caixas de chocolate por R$ 11,99, quatro chocolates Kit Kat a R$ 10, duas barras recheadas por R$ 12,99 e kit shampoo e condicionador Pantene a R$ 26,99.

Em março deste ano, a Americanas informou que não fecharia mais lojas em massa no Brasil e passaria a usar as unidades como pontos de entrega, após concluir a reestruturação e pedir saída da recuperação judicial. Atualmente, a rede mantém 29 lojas em Mato Grosso do Sul, sendo quatro em Campo Grande.

A estratégia inclui estabilizar cerca de 1.470 lojas e reconquistar clientes. A empresa ainda tem uma dívida estimada em R$ 30 milhões com fornecedores no estado, concentrada em serviços como energia e internet.

Crise - O ponto crítico foi em 11 de janeiro de 2023, quando a empresa registrou "inconsistências contábeis" que somavam R$ 20 bilhões. O valor depois mais que dobrou, chegando a R$ 43 bilhões. No mesmo ano, a Justiça do Rio de Janeiro aceitou o pedido de recuperação judicial da rede.

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