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Brazil asks where did we end up

A psicóloga Cristiane Lang, especialista em oncologia, publicou um artigo de opinião intitulado “Onde viemos parar?”, no qual reflete sobre o estado atual da humanidade. No texto, ela questiona se o progresso tecnológico e material veio acompanhado de humanidade suficiente para sustentá-lo.

Lang observa que, apesar dos avanços, algo essencial parece ter ficado para trás. Ela cita a criação de máquinas que aprendem, mas afirma que as pessoas desaprenderam a ouvir. A conexão global, segundo ela, paradoxalmente levou ao isolamento entre os indivíduos. A autora pergunta em que momento o “ter” passou a valer mais do que o “ser”.

A psicóloga aponta que tragédias e violências se acumulam como números frios, com o espanto sendo substituído pelo cansaço. Ela critica a transformação de opiniões em armas e de diferenças em trincheiras, com discursos que inflamam em vez de unir. Para Lang, a humanidade escolheu a divisão, o grito e a vitória em vez do diálogo e da compreensão.

No artigo, ela destaca uma pressa e urgência que empurram as pessoas para frente sem direção clara. Lang menciona o trabalho até a exaustão para sustentar um padrão insatisfatório e o consumo para preencher vazios que objetos não resolvem. Ela sugere que a sensação de que “deu errado” vem da distância entre o que se poderia ser e o que se está sendo.

A autora argumenta que não falta inteligência ou recurso, mas sim consciência e prioridade. Ela cita os sinais de exaustão do planeta e o tratamento das relações como descartáveis. Lang afirma que a humanidade não errou por incapacidade, mas por escolhas repetidas. Ela conclui que não há um vilão distante para culpar, e que as omissões e silêncios convenientes são responsabilidade de todos.

Lang finaliza dizendo que a humanidade está no ponto em que precisa decidir se continuará repetindo os mesmos erros ou se assumirá a responsabilidade de mudar o curso. Ela sugere que o reconhecimento do erro é o primeiro gesto de maturidade e que talvez a humanidade esteja atravessando uma fase dolorosa para aprender a ser o que sempre teve potencial para ser.

O artigo foi publicado no portal Campo Grande News. A publicação esclarece que os artigos assinados não refletem necessariamente a opinião do veículo, tendo como propósito estimular o debate e a reflexão sobre problemas brasileiros.