A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) adiou para sexta-feira (15) a análise do recurso apresentado pela Ypê contra a suspensão de parte da fabricação e venda de produtos de limpeza da marca.
Enquanto não há nova decisão, continua valendo a recomendação para que consumidores evitem utilizar itens produzidos na fábrica de Amparo (SP) identificados com lote final 1.
A restrição atinge detergentes, desinfetantes e sabões líquidos fabricados na unidade paulista. Segundo a agência, inspeções identificaram problemas nos procedimentos de controle de qualidade da empresa, incluindo contaminação bacteriana em produtos já finalizados.
A fabricante informou à Anvisa que adotou 239 medidas corretivas após as fiscalizações e decidiu interromper temporariamente a produção na unidade de Amparo para ajustes internos.
A decisão brasileira também foi adotada no Paraguai, mas de maneira mais severa. O país vizinho proibiu a comercialização de qualquer produto da marca.
Contexto das medidas
A suspensão parcial ocorreu após inspeções da Anvisa na fábrica de Amparo. Os agentes encontraram falhas nos procedimentos de controle de qualidade, o que levou à contaminação bacteriana em produtos já prontos para venda.
A Ypê informou que tomou 239 medidas corretivas para tentar reverter a situação. A produção na unidade foi interrompida temporariamente para que os ajustes internos sejam feitos.
No Paraguai, a proibição foi mais ampla. O governo local suspendeu a venda de todos os produtos da marca, sem exceção. A medida foi tomada como precaução diante dos riscos de contaminação.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais após um vídeo em que um morador de Campo Grande aparece bebendo detergente da marca, brincando que era iogurte. A situação ocorreu antes da suspensão dos produtos.
Especialistas lembram que a bactéria identificada nos produtos Ypê já causou um surto em Mato Grosso do Sul há 23 anos. O alerta serve para reforçar a importância do controle de qualidade na indústria de limpeza.
