Uma denúncia de violência doméstica terminou com a morte de um foragido da Justiça durante uma abordagem policial em Sidrolândia, cidade a 71 quilômetros de Campo Grande. O caso ocorreu no fim da noite deste domingo (31).
Claudenir Martins de Oliveira, apontado como integrante da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), morreu após reagir à ação da equipe da Força Tática da Polícia Militar. Ele estava evadido do sistema prisional.
Segundo o boletim de ocorrência, a situação começou quando a 8ª CIPM (Companhia Independente da Polícia Militar) recebeu um chamado de socorro. Em mensagens, uma mulher dizia ser vítima de violência doméstica e identificou Claudenir, conhecido como “Boiadeiro do PCC”, como o agressor.
Enquanto os policiais consultavam a ficha do suspeito no sistema de segurança e confirmavam a fuga do presídio e a ligação com a facção, as mensagens da denunciante desapareceram do aplicativo. Isso acendeu o alerta da corporação para um risco de morte.
Os militares foram até o endereço da vítima. Ao chegar à residência, a equipe da Força Tática viu Claudenir correndo em direção aos fundos do quintal. Por causa da falta de iluminação no local, os policiais começaram as buscas com lanternas de baixa intensidade.
Durante as buscas, o suspeito saiu de trás de um coqueiro, onde tentava se esconder, e sacou um revólver, fazendo movimentos para atirar contra os policiais. Para conter a ameaça, um sargento da equipe fez dois disparos.
Claudenir foi atingido e desarmado. Como ainda estava vivo e havia distância para acionar socorro médico de urgência, os próprios policiais o colocaram na viatura e o levaram ao Hospital Municipal de Sidrolândia.
Ele deu entrada na unidade por volta das 22h30, mas a morte foi confirmada às 23h pela equipe médica de plantão.
A cena foi preservada até a chegada da Polícia Científica. Os peritos apreenderam um revólver Taurus, calibre .22, com numeração suprimida, que estava com cinco munições e pertencia a Claudenir. A pistola Beretta APX usada pelo sargento também foi recolhida.
Este é o 52º caso de morte por intervenção legal registrado em Mato Grosso do Sul em 2026.
