A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), afirmou nesta terça-feira (10) que o reajuste do piso salarial nacional de 5,4% para os professores da rede municipal precisa ser rediscutido. A declaração ocorre antes de uma paralisação marcada para esta sexta-feira (12) nas escolas da capital.
“Desequilibrou todo o trabalho realizado anteriormente”, disse a prefeita. “Quanto aos acordos celebrados em 2025, eles precisam ser refeitos. A discussão precisa ser refeita”, completou.
Os acordos mencionados por Adriane são referentes a reajustes pendentes de anos anteriores que foram repactuados. Já o aumento cobrado pelos docentes, de 5,4%, foi estabelecido pelo Governo Federal com efeitos a partir de janeiro deste ano. O percentual é aplicado aos professores que cumprem 20 horas semanais, conforme explicou o presidente da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação), Gilvano Kunzler.
Segundo a prefeita, a fonte que fará o repasse do reajuste para estados e municípios ainda está em estudo pelo Governo Federal. “Eu preciso que o Governo Federal abra precedente para mostrar qual a fonte pagadora, de onde vai vir o recurso para que a gente possa repassar devidamente para os professores”, comentou.
De acordo com informações divulgadas pelo governo no início do ano, as remunerações dos profissionais da educação básica são pagas com recursos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) e complementações da União. A publicação federal afirma que “cada ente federado deverá oficializar o novo valor do piso por meio de norma própria”.
Adriane também destacou que Campo Grande tem o maior salário do país para professores atualmente. “O piso aqui é pago num formato diferenciado de outras cidades do Brasil e hoje Campo Grande sai na frente com o melhor piso”, frisou. Ela lembrou que os salários tiveram alterações entre 2022 e 2026, com aumento de quase 39% no período. “Não estamos atrasados”, disse.
A prefeita afirmou que entende o movimento dos servidores. “Eu respeito direito de reivindicar melhorias salariais, paralisações, até de outras ações cobrando que o Poder Executivo faça esse reequilíbrio, esse reajuste”, finalizou.
