Polícia Penal de MS receberá 350 coletes balísticos

A Polícia Penal de Mato Grosso do Sul vai adquirir 350 coletes de proteção balística nível IIIA. O contrato no valor de R$ 560.011 foi firmado pela Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) e publicado no Diário Oficial do Estado.
Conforme o extrato do Contrato nº 012/2026, assinado em 17 de julho, a empresa Copletex Indústria e Comércio de Tecidos S.A. será responsável pelo fornecimento dos equipamentos. Os recursos são do Fundo Rotativo Penitenciário do Estado, regulamentado em abril deste ano. O prazo de vigência do contrato é de 12 meses.
A Agepen informou que esta é a segunda aquisição com recursos do Fundo Rotativo desde a regulamentação. Em junho, foram compradas 350 algemas, com investimento de R$ 72 mil.
Os novos coletes serão distribuídos para unidades penais da Capital e do interior, conforme planejamento institucional. O objetivo é substituir equipamentos antigos e ampliar o quantitativo disponível de acordo com as necessidades operacionais.
Segundo a agência, os instrumentos de proteção individual usados por policiais em atividades operacionais têm as mesmas especificações técnicas dos atualmente utilizados pela corporação, classificados no nível IIIA de proteção balística. Esse tipo de colete oferece proteção contra munições de maior energia do que os níveis mais básicos.
O contrato prevê prazo de até 90 dias para entrega dos equipamentos após a assinatura. Depois do recebimento, os coletes passarão por conferência, registro patrimonial e logística de distribuição. A previsão é que comecem a chegar às unidades penais a partir de novembro deste ano.
Além da aquisição dos equipamentos de proteção individual, a Agepen destacou que a Polícia Penal vem ampliando sua estrutura operacional com equipamentos de menor potencial ofensivo. As unidades penais contam com armamento calibre 12 equipado com munição de elastômero (borracha), usado no reforço da segurança perimetral e no gerenciamento de incidentes, sem colocar em risco a população do entorno dos presídios.
O Fundo Rotativo Penitenciário foi criado para atender demandas das unidades penais e é abastecido, entre outras fontes, por valores ressarcidos ao Estado por pessoas privadas de liberdade que exercem atividade laboral remunerada. Os recursos são destinados à manutenção das unidades, melhorias estruturais, aquisição de equipamentos e fortalecimento das ações voltadas ao sistema prisional e ao trabalho prisional.
A Agepen afirma que a compra dos novos coletes faz parte do planejamento previsto no Plano Plurianual 2024–2027 e integra a política permanente de reaparelhamento da Polícia Penal de Mato Grosso do Sul.