Mesmo com previsão de chuvas ligeiramente acima da média histórica, Mato Grosso do Sul deve enfrentar um inverno marcado por tempo seco, baixa umidade do ar e calor acima do esperado. O cenário climático para os próximos meses está diretamente ligado à atuação do fenômeno El Niño, que voltou a se estabelecer no Oceano Pacífico.
De acordo com o boletim climático para o trimestre de julho a setembro de 2026, há tendência de precipitação acima da média no Estado. Ainda assim, os volumes previstos permanecem baixos, já que o período corresponde à estação seca. Isso significa que o padrão predominante continuará sendo de estiagem, com longos intervalos sem chuva e baixa umidade relativa do ar.
Historicamente, o inverno sul-mato-grossense registra baixos índices pluviométricos, com acumulados que variam entre 50 e 200 milímetros na maior parte do Estado. Esse cenário favorece a ocorrência de incêndios florestais, especialmente em regiões como o Pantanal.
Além da chuva irregular, as temperaturas também devem ficar acima do normal. A previsão indica que os termômetros podem registrar valores próximos ou ligeiramente superiores à média histórica, com possibilidade de episódios de calor mais intenso ao longo do trimestre.
Esse comportamento está associado à atuação do El Niño, fenômeno climático confirmado nesta quinta-feira (11) pela NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos).
A tendência é de que o fenômeno persista e até se intensifique ao longo do segundo semestre de 2026. Segundo o boletim, a partir da primavera aumenta a probabilidade de um El Niño mais forte, o que pode favorecer ondas de calor mais frequentes e períodos prolongados de temperaturas elevadas.
Apesar das projeções, especialistas alertam que previsões sazonais indicam tendências, e não garantias. Ou seja, eventos extremos e variações regionais ainda podem ocorrer ao longo dos próximos meses.
