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Armadilha da racionalidade: como evitar perder os sonhos

Por O Sertão Notícias · · 2 min de leitura
Armadilha da racionalidade: como evitar perder os sonhos
Armadilha da racionalidade: como evitar perder os sonhos

Com o avanço da vida e a locomoção pelos seus caminhos, chegamos aos mais variados lugares. O tempo nos captura em nossas investidas no decorrer da existência. Evitamos e conseguimos aliviar várias armadilhas em nossas aventuras existenciais, até implantar uma armadilha cujo buraco é inevitável.

Uma delas, talvez a mais importante, é que caímos na maturidade, ou seja, na armadilha da racionalidade. Para contemplar isso, fomos à festa de vinte anos de formados da faculdade. Encontramos nossos colegas mais articulados e bem mais racionais do que na época de formados. Uns a vida castigou mais, outros premiou mais, porém todos, sem agonia e, talvez, sem os sonhos de adolescentes. Todos estavam extremamente racionais e 95% deles com a aparência de que a vida é um fato consumado, independentemente do estágio alcançado. A sensação de que a vida é um fato consumado, aglutinada com a mediocridade cotidiana, é um foco infestado de distúrbios psicológicos.

Os 5% restantes acreditam que ciclos acabam, mas a vida nunca se fecha. Incluo-me nesse grupo, que crê no ineditismo do nascer do sol, onde existem muitas histórias épicas a serem construídas. Assim como o restante de meus colegas, caí também na armadilha da racionalidade. Hoje, porém, seguimos nossos objetivos em estradas certeiras, com sinalização e o tempo dos acontecimentos. A velocidade é da racionalidade e as metas serão atingidas, pois todos os horizontes são mensuráveis pelas nossas astúcias.

A armadilha da racionalidade é o habitat natural para, dentro dela, perseguirmos nossos sonhos, como os astrônomos perseguem as estrelas. Ser racional não significa ser parasitário dos sonhos de adolescente. É, porém, perseguir com a lucidez dos intelectuais e a paciência dos monges.

(*) Juarez Alvarenga é advogado e escritor.

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Em outro artigo, o tema abordado é a lavagem de dinheiro, com a expansão da imputação e os limites da tipicidade penal. A criminalidade econômica modificou profundamente a forma como os Estados passaram a exercer o poder punitivo. Durante boa parte do século XX, a abordagem sobre esse crime seguiu parâmetros distintos dos atuais.

Outro texto discute o cérebro que aposta. Há quem acredite que o vício em apostas começa pela ganância, mas, segundo o autor, ele começa pela esperança, pela crença de que um único acerto será suficiente para mudar a vida.

Há também um artigo sobre a violência contra a pessoa idosa, que também acontece no bolso. O Brasil está envelhecendo, e essa transformação exige um olhar mais atento para a proteção do idoso, além do acesso à saúde e à previdência.

Por fim, um texto sugere que se escute o que irrita. Parece um conselho estranho, já que passamos a vida tentando evitar o que nos incomoda, mas a reflexão propõe um novo olhar sobre as situações que geram desconforto.

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