O Sertão Notícias»Notícias»Brazil’s Riedel backs health post concession plan

Brazil’s Riedel backs health post concession plan

O governador Eduardo Riedel (PP) declarou apoio à proposta da Prefeitura de Campo Grande de transferir a gestão dos centros de saúde do Aero Rancho e Tiradentes para uma organização social. A declaração foi feita na manhã desta segunda-feira (27), durante evento no Hospital do Câncer Alfredo Abrão.

Riedel afirmou que a iniciativa busca um melhor resultado para a saúde pública. “A gente quer mudar, vai mudar fazendo da mesma maneira? Não. Eles estão tentando fazer diferente”, disse, referindo-se à intenção da prefeitura. O governador também afirmou que “assina embaixo” da medida e destacou que o estado já adota modelo semelhante em hospitais de Três Lagoas, Ponta Porã e Dourados.

O secretário estadual de Saúde, Maurício Simões, também defendeu a proposta. Ele questionou por que a gestão privada seria aceitável em hospitais, mas não em unidades básicas de saúde. Simões citou como exemplos os hospitais Sírio-Libanês e Albert Einstein, em São Paulo, que têm custeio privado.

O secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, informou que a proposta é um piloto com duração de um ano. Segundo ele, a gestão privada pode reduzir em 20% os custos das unidades, que têm despesa média de R$ 4 milhões por mês cada. Vilela disse que levou o assunto ao Conselho Municipal de Saúde para debate, mas a proposta foi rejeitada de imediato.

A prefeita Adriane Lopes defendeu a experiência de um ano como forma de avaliar a eficiência do modelo. Ela criticou a reação contrária à medida. “A repercussão é negativa por segmentos que discordam, mas acredito que é um ano de experiência para ter eficiência e aplicabilidade do recurso público, trazendo respostas para a população”, afirmou. Adriane disse que a proposta foi levada à sociedade civil e à Câmara Municipal, mas não houve escuta para discussão.

A prefeita também questionou o tom das críticas direcionadas ao secretário Marcelo Vilela. “Acredito que nós temos uma democracia. E tudo se discute”, argumentou, reforçando que a mudança pode ser o caminho para alcançar eficiência na saúde.