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Comprometimento e empatia não se cobram, se constroem

Por O Sertão Notícias · · 2 min de leitura
Comprometimento e empatia não se cobram, se constroem
Comprometimento e empatia não se cobram, se constroem

Depois de compreender que não pode viver o sonho de outra pessoa, a colunista Michelle Pinho passou a se perguntar: se o comprometimento não nasce da insistência, onde ele nasce? A reflexão é o tema do artigo publicado na coluna Sabor e Negócios.

Durante anos, a autora acreditou que bastava conversar mais, explicar melhor ou reunir a equipe para sensibilizar as pessoas. Hoje, ela pensa diferente. Para ela, ninguém se compromete com um sonho apenas porque outra pessoa acredita nele. As pessoas se comprometem quando encontram significado no que fazem e percebem coerência entre o discurso e a prática.

Segundo Michelle, o comprometimento não é um comportamento que o líder consegue exigir. É uma resposta ao ambiente que ele constrói. Empresas onde as regras mudam conforme a conveniência ou onde o reconhecimento só aparece quando algo dá errado dificilmente formam equipes comprometidas.

Por outro lado, empresas que oferecem clareza, valorizam o exemplo e tratam as pessoas com dignidade criam um ambiente onde o comprometimento encontra espaço para nascer. A colunista destaca que nem toda pessoa desejará crescer ou permanecerá, e isso é natural.

Michelle também reaprendeu o significado da empatia. Antes, achava que ser empática era resolver os problemas de todos. Hoje, entende que empatia não é carregar o peso da vida dos outros. É olhar para cada colaborador com respeito, sem deixar de cumprir a responsabilidade que a liderança exige.

A autora afirma que continua acreditando que empresas transformam vidas. Pessoas chegam inseguras e descobrem talentos que nem imaginavam possuir. No entanto, nenhuma empresa é capaz de viver o sonho de alguém. Ela apenas cria o ambiente onde esse sonho pode florescer, se a própria pessoa decidir cultivá-lo.

Para Michelle, a maior responsabilidade de quem lidera é construir empresas onde seja possível crescer, aprender e contribuir. Comprometimento e empatia, conclui, nunca nascerão da cobrança. Serão sempre consequência da cultura que se decide construir todos os dias.

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