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Pai de bebê desaparecida nega dívida com facção e contesta versão

Por O Sertão Notícias · · 3 min de leitura
Pai de bebê desaparecida nega dívida com facção e contesta versão
De boné vermelho., pai de bebê desaparecida aguarda para dar depoimento na DEPCA (Foto: Inez Nazira)

O pai da recém-nascida de 28 dias desaparecida em Campo Grande prestou depoimento na manhã desta sexta-feira (7) na DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) e negou ser integrante de facção criminosa. A informação foi repassada pela cunhada dele, de 21 anos, que trabalha como diarista em cemitérios.

A família contesta a versão de que a bebê teria sido entregue para quitar uma dívida do pai com criminosos. Segundo a cunhada, houve um mal-entendido nas informações repassadas durante a investigação. A dívida citada nos relatos seria do companheiro da mulher apontada como responsável pelo desaparecimento da criança, e não do pai da bebê.

“Entenderam errado. Em vez de colocar que a mulher pegou a criança para pagar uma dívida do marido dela, colocaram que a menina entregou para pagar dívida do pai da criança, e não é verdade”, afirmou a familiar.

O pai da criança não quis falar com a imprensa, mas demonstrou preocupação com a filha e com a própria segurança. “Agora estão falando que sou da facção, estamos sofrendo ameaças”, disse.

Sequência dos fatos

A cunhada sustenta que a mãe adolescente foi alvo de abordagem pela mulher durante meses, por meio de conversas na internet. O contato teria começado ainda na gravidez, com a suspeita demonstrando interesse pela saúde da jovem e pelo bebê.

Após o nascimento, a mulher teria oferecido um book fotográfico para a recém-nascida, mas o avô da adolescente impediu o encontro por não conhecer a suspeita. Em outra ocasião, a mulher propôs uma diária de R$ 100 para a jovem cuidar de uma criança. A adolescente foi ao local acompanhada da irmã, também menor de idade, levando a bebê.

A família afirma que, no imóvel, as duas jovens foram incapacitadas, encapuzadas e deixadas na rua sem a criança. Uma delas teria observado características do local, descrito como uma casa próxima à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Bairro Universitário, com portão marrom.

A suspeita foi descrita como loira, de cabelos lisos e compridos, porte físico forte e idade aparente entre 30 e 32 anos. A cunhada afirma que a própria mulher teria dito à mãe da criança que queria ficar com a bebê por causa de uma dívida do companheiro.

Desespero da família

A recém-nascida mora com a mãe na casa do bisavô materno. A família passou a madrugada em busca de informações. “A gente pede para a população que ajude a encontrar a bebê. A gente não sabe nada dela. Qualquer informação, quem souber de alguma mulher que apareceu de repente com uma recém-nascida, que procure a polícia”, pediu a cunhada.

Ela reforçou que a mãe cuidava bem da criança, fez o pré-natal e que a família comprou roupinhas para a bebê. A criança ainda não havia sido registrada, o que aumenta o temor de que outra pessoa tente fazer o registro.

O caso foi inicialmente comunicado como sequestro. Depoimentos colhidos pela Polícia Civil indicaram que as adolescentes teriam admitido a entrega da criança. A família contesta essa versão e afirma que as jovens foram vítimas. A polícia segue procurando a recém-nascida.

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