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Rússia ataca Kyiv após retaliação de Putin

Uma intensa barragem de mísseis russos atingiu a cidade de Kiev nesta semana, após o presidente Vladimir Putin ordenar uma retaliação por um ataque ucraniano que matou dezenas de pessoas. A ofensiva, descrita como “massiva” por autoridades locais, deixou um rastro de destruição e elevou ainda mais a tensão no conflito.

O ataque ocorre depois que um bombardeio ucraniano na cidade de Starobilsk, na região de Luhansk, controlada pela Rússia, resultou em um alto número de vítimas fatais. Em resposta, o Kremlin prometeu uma ação enérgica, que se concretizou com o lançamento de mísseis do tipo Oreshnik contra a capital ucraniana.

De acordo com relatos, as defesas aéreas de Kiev conseguiram interceptar parte dos projéteis, mas os estilhaços e a queda de destroços causaram estragos em bairros residenciais. Pelo menos quatro pessoas morreram e dezenas ficaram feridas, segundo informações iniciais de serviços de emergência.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, emitiu um alerta sobre o uso dos mísseis Oreshnik, considerando a nova arma uma ameaça grave. Ele afirmou que a Rússia está testando e aprimorando seu arsenal, o que exige uma resposta coordenada dos aliados ocidentais para reforçar a defesa antiaérea do país.

A escalada militar acontece em um momento de impasse nas negociações de paz. Enquanto a Rússia insiste em condições para um cessar-fogo, a Ucrânia exige garantias de segurança e a retirada total das tropas invasoras de seu território. A comunidade internacional acompanha com apreensão os novos capítulos dessa guerra, que já dura mais de três anos.

Ataque em larga escala deixa mortos e feridos

Relatos da imprensa internacional, como a BBC, confirmam que o ataque russo em larga escala deixou quatro mortos e dezenas de feridos. As explosões foram ouvidas em diversas partes da cidade, e equipes de resgate trabalham para localizar possíveis vítimas sob os escombros. A infraestrutura elétrica e de abastecimento de água também foi afetada em algumas regiões.

O governo ucraniano acionou novamente seus parceiros para solicitar sistemas de defesa aérea mais modernos. A avaliação é de que os mísseis Oreshnik representam um desafio tático, pois voam em trajetórias complexas e em alta velocidade, dificultando a interceptação. A situação em Kiev, que já havia se tornado rotineira nos primeiros anos da guerra, volta a ser crítica com essa nova onda de bombardeios.