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Brazil state judo leg draws 600 athletes in capital

A 4ª etapa do circuito estadual de judô, a Copa Alicerce, reúne cerca de 600 atletas neste sábado (25) no ginásio do Rádio Clube Campo, em Campo Grande. A competição começou na noite de sexta-feira (21) e segue até as 19h de hoje, com disputas que vão das categorias de base até o nível sênior. A entrada é gratuita.

Organizado pela Academia Alicerce, projeto social da região norte da Capital criado para tirar crianças da rua, o evento soma pontos para o ranking estadual da modalidade. Os melhores colocados garantem vantagem na classificação para competições nacionais.

Márcio Inácio Lima, sensei do Judô Alicerce e organizador do evento, explica que a etapa é decisiva para o futuro dos atletas. “Os que se classificarem bem aqui somam pontos no ranking estadual, e isso pode garantir vaga em competições nacionais. Em algumas categorias, como a sub-13, os primeiros colocados avançam para o Campeonato Brasileiro”, detalha. A pontuação é definida pela federação, com critérios que diferenciam as colocações no pódio. Atletas de outros estados, como Mato Grosso, também participaram, mas não pontuam no ranking.

Américo Soares, diretor de eventos da Federação de Judô de Mato Grosso do Sul (FJMS), destaca que o circuito estadual funciona como seletiva para formar a equipe que representará o Estado em competições nacionais. “As etapas atendem desde iniciais até categorias oficiais, como sub-13, sub-15, cadete, júnior e sênior. Os atletas mais bem ranqueados compõem a equipe de Mato Grosso do Sul nos campeonatos brasileiros”, afirma. O calendário da federação prevê novas etapas ao longo do ano, como a Copa Judô Futuro, em maio.

Entre os destaques, a atleta Maria Eduarda Fasciani Miziara, de 16 anos, acumula experiência internacional. Atual terceira colocada no ranking nacional na categoria até 48 kg, ela participou do circuito europeu neste ano e foi vice-campeã na Turquia. “É muita pressão, tenho que ter muita responsabilidade, de bater o peso, treinar todo o dia. É uma preparação muito grande, mas eu tenho sempre pessoas que me ajudam, como meu pai e minha mãe, meus senseis, meus personais, que me ajudam a treinar para ficar cada vez mais forte”, afirma.

Outro exemplo é Arthur de Souza, de 13 anos, que começou no projeto social Alicerce após conhecer a iniciativa em uma igreja. Ele relata dificuldades no início, mas se manteve no esporte após bons resultados. “Fui me motivando com as primeiras medalhas e consegui chegar a campeonatos maiores”, conta. O atleta já enfrentou lesão grave em um campeonato em Cuba, que o afastou por seis meses, mas retornou aos treinos.

Thais Lima, também de 13 anos, começou a praticar judô por influência de amigos, mesmo sem apoio inicial da família. Hoje, com incentivo dos pais, já participou de competições em outros estados. “Dá muita adrenalina competir. Minha mãe hoje sente orgulho de mim”, diz. Neste sábado, ela disputou a etapa, mas saiu insatisfeita com o resultado após derrota na última luta.