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Cinco cidades de MS têm alto risco hídrico e vulnerabilidade climática

Por O Sertão Notícias · · 2 min de leitura
Cinco cidades de MS têm alto risco hídrico e vulnerabilidade climática
Ponte sobre trecho de leito seco do Rio Miranda em distrito de Bonito, em 2024. (Foto: Paulo Francis/Arquivo)

Cinco municípios de Mato Grosso do Sul foram classificados com alto risco de estresse hídrico, segundo um relatório do Greenpeace Brasil. O estudo, feito em parceria com pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e da Brisa Soluções Ambientais, mapeia os principais riscos climáticos do país.

As cidades de Corumbá, Miranda, Bodoquena, Ponta Porã e Maracaju aparecem com risco alto para escassez de água. De acordo com a plataforma AdaptaBrasil, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o estresse hídrico acontece quando mudanças no regime de chuvas reduzem a água disponível nas bacias hidrográficas. Isso afeta o abastecimento humano, a agricultura, a geração de energia e outros setores.

O levantamento também mostra risco elevado de inundações e alagamentos em parte do Estado. Ladário, no Pantanal, tem classificação de risco muito alto para esses eventos. Já Porto Murtinho, Bataiporã, Paranaíba, Rio Verde de Mato Grosso, Coxim e Pedro Gomes estão entre os municípios com risco alto.

Em relação a deslizamentos de terra, Mato Grosso do Sul tem um cenário menos crítico que o Sudeste e o Nordeste. Apenas Rio Verde de Mato Grosso e Três Lagoas têm risco alto, enquanto a maior parte do Estado tem níveis baixos de vulnerabilidade, por causa do relevo plano.

O relatório ainda aponta que as mudanças climáticas podem afetar os ecossistemas. Caracol e Bela Vista aparecem com risco muito alto de impactos sobre o bioma. A pesquisa também mede a sensibilidade da cobertura do solo, ou seja, como a ocupação do território aumenta a vulnerabilidade ambiental. Nesse item, Corumbá, Aquidauana e Sonora estão entre os municípios com maior sensibilidade.

Cenário nacional

Em todo o país, os maiores riscos de deslizamentos estão no Sudeste, Nordeste e parte da Amazônia. A escassez de água é o principal desafio para grande parte do Nordeste. Os pesquisadores afirmam que a vulnerabilidade climática depende da exposição a eventos extremos, das condições socioeconômicas e da capacidade de adaptação das comunidades.

Segundo o estudo, as mudanças climáticas não afetam todos os lugares da mesma forma. Municípios com mais pobreza e menos acesso a saneamento, educação e infraestrutura tendem a sofrer mais com os riscos climáticos. Isso reforça a necessidade de políticas públicas adaptadas a cada região.

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