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Justiça do Paraguai concede guarda de menina autista agredida a pastores

Por O Sertão Notícias · · 2 min de leitura
Justiça do Paraguai concede guarda de menina autista agredida a pastores
Fachada do Palácio da Justiça, que abriga o Fórum de Pedro Juan Caballero, na fronteira com Ponta Porã. (Foto: Reprodução)

A Justiça do Paraguai concedeu a guarda provisória de uma menina brasileira de 6 anos, que tem Transtorno do Espectro Autista (TEA), a um casal de pastores indicado pela mãe. A criança está internada após ter sido agredida pelo padrasto em Pedro Juan Caballero, cidade na fronteira com o Brasil. A decisão foi do juiz Edison Escobar, da 2ª Vara do Tribunal da Criança e do Adolescente, e foi divulgada nesta terça-feira (21).

O pai e a avó paterna da menina, que moram em Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, também pediram a guarda, mas o pedido foi negado. De acordo com a imprensa paraguaia, o juiz entendeu que eles moram no Brasil e não têm vínculo de residência no Paraguai. Na mesma decisão, o magistrado determinou que o pai passe por um exame toxicológico.

Segundo os veículos de imprensa do país vizinho, a mãe pediu que a filha ficasse com o casal de pastores porque tem uma relação de confiança com eles, construída quando eram vizinhos.

A definição da guarda aconteceu três dias depois de a menina dar entrada no Hospital Regional de Pedro Juan Caballero. Ela chegou à unidade com hematomas nas costas, peito, pescoço, rosto, nádegas e outras lesões. Conforme a investigação, a mãe tinha saído para trabalhar e deixou a filha com o companheiro. Quando voltou para casa, encontrou a criança machucada e a levou ao hospital.

O padrasto, de 23 anos, foi preso por ordem da Justiça paraguaia e transferido nesta terça-feira para a Penitenciária Regional de Pedro Juan Caballero. O médico legista Marcos Prieto afirmou que a menina tem múltiplas lesões, principalmente nos glúteos, braços e tórax. Ela continua internada, recebendo tratamento para os ferimentos e acompanhamento psicológico.

A família paterna diz que a criança morava com a avó em Ponta Porã e foi levada pela mãe para Pedro Juan Caballero há cerca de oito meses. O pai afirmou que não via a filha desde então e que ela ficou no Paraguai sem a autorização dele.

A imprensa paraguaia também informou que a mãe é investigada pelo Ministério Público do país por suposta violação do dever de cuidado. Outras alegações sobre o caso foram divulgadas pelos mesmos veículos, mas não foram acompanhadas de documentos ou manifestações oficiais que permitam confirmação independente.

Até o momento, as autoridades paraguaias não divulgaram a íntegra da decisão nem explicaram os motivos para a concessão da guarda provisória ao casal de pastores. O Campo Grande News tenta contato com a família paterna e com as autoridades paraguaias para obter um posicionamento sobre a medida.

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