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Rondoniense detona Campo Grande: "forró só de véio e tereré sem graça

Por O Sertão Notícias · · 2 min de leitura
Rondoniense detona Campo Grande: "forró só de véio e tereré sem graça
Rondoniense detona Campo Grande: "forró só de véio e tereré sem graça

Uma rondoniense que mora em Campo Grande viralizou nas redes sociais após criticar, em tom de brincadeira, os costumes locais. Fabíola Barros de Souza, natural de Porto Velho (RO), reclamou do forró "só de véio", do tereré "sem graça" e disse que os campo-grandenses são egoístas. O vídeo ultrapassou 20 mil visualizações e gerou reações diversas, com pessoas xingando e mandando ela voltar para casa, mas também com quem concordou com o perfil traçado por ela.

Fabíola conta que fez o vídeo com as impressões que teve quando veio pela primeira vez à Capital. Ela afirma que não esperava tamanha repercussão e que o objetivo era apenas fazer humor. Apesar das críticas, ela decidiu ficar na cidade com o marido.

A rondoniense, que é fã de forró e acostumada com festas que duram até de manhã, disse que sentiu falta de conversa, de gente dando bom-dia e até de um "incremento" no tereré. "Aqui não tem forró, cuscuz com leite, Desejo de Menina. Aqui só toca chamamé, bailão, esses 'trem de véio'. Só tem véio no forró", brincou.

O primeiro choque, segundo ela, foi com as pessoas. "Lá em Rondônia a gente é muito espontâneo. As pessoas chegam de fora, a gente abraça todo mundo, faz festa, faz companhia. Aqui o povo é mais na deles", disse. Ela contou que se sentiu excluída no início, mas que com o tempo conheceu pessoas maravilhosas, principalmente nos bingos beneficentes.

Fabíola conheceu o marido, que é motorista carreteiro, em Porto Velho. Ela largou o curso técnico de enfermagem para viver com ele no caminhão. Depois de alguns anos na estrada, eles decidiram se estabelecer em Campo Grande, onde ele tem casa.

A adaptação ao ritmo musical local também foi difícil. "No começo eu ia para os bailes e ficava tão chateada porque não sabia dançar. Eu falava: 'Vou ter que aprender a dançar esse negócio'", contou. O marido foi o professor, e hoje ela não dispensa um bailão.

Ela também reclamou do horário das festas, que terminam cedo, e dos motoristas de aplicativos, que não dão bom-dia. Sobre o tereré, disse que é "só erva com água gelada" e que não colocam nem um suquinho ou refrigerante.

Como solução, Fabíola planeja abrir uma casa de forró na Capital. "Vamos ter forró todo final de semana", afirmou. Ela disse que aprendeu a gostar da cidade e da cultura local, e que posta nas redes sociais tudo o que descobre por aqui para os amigos de Rondônia.

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